Mesmo com uma semana mais curta, por causa dos feriados
da Semana Santa, a Câmara dos Deputados teve dias movimentados em função das
votações plenárias, da atuação da comissão especial que analisa o processo de
impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a apresentação da defesa do deputado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética e o fim da chamada janela
partidária, que permitiu a parlamentares trocarem de partido por 30 dias.
A semana parlamentar, que normalmente começa às
terças-feiras, teve início na segunda-feira (21), quando os deputados aprovaram
a Medida Provisória (MP) 698, que possibilita a concessão de garantia em
operações de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida nas prestações
parcialmente custeadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS). A MP seguiu para apreciação do Senado.
Os deputados também aprovaram em plenário, na terça-feira
(22), as MPs 699 e 709, que serão agora apreciadas pelo Senado. A primeira,
aumenta a punição aos motoristas que utilizarem veículos para bloquear vias
públicas. Esta MP altera o Código de Trânsito e será agora apreciada pelo
Senado. Já a MP 709 libera crédito de R$
1,318 bilhão para os ministérios da Integração Nacional; Saúde; Defesa;
Agricultura; Cultura; do Esporte; e Turismo.
Na noite de terça-feira (22), os deputados aprovaram em
primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/15, que estabelece o
aumento dos repasses da União para o atendimento ao Sistema Único de Saúde
(SUS). O texto aprovado foi uma emenda aglutinativa assinada por vários
líderes, inclusive da base governista, e foi fruto de acordo entre a Frente
Parlamentar da Saúde e o governo.
Outra PEC aprovada, em segundo turno, inclui claramente o
Tribunal Superior do Trabalho (TST) entre os órgãos do Poder Judiciário. Como a
PEC já foi aprovada em dois turnos pelo Senado Federal ela será promulgada nos
próximos dias pelas mesas diretoras das duas casas legislativas.
Mês das mulheres
Aproveitando o mês internacional da mulher – março – os
deputados aprovaram nesta semana três projetos de interesse das mulheres. Um
deles proíbe a revista íntima de mulheres em empresas privadas e em órgãos e
entidades da administração pública. O texto proíbe revista a funcionárias e
clientes do sexo feminino. A exceção foi para a revista íntima nos presídios,
por policiais femininas, para não comprometer ou prejudicar a segurança do
país. O projeto vai à sanção presidencial.
Outro projeto torna obrigatória a cirurgia plástica
reparadora nas duas mamas em caso de câncer. O texto será agora apreciado pelo
Senado. A Lei atual já prevê a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde, mas não
estabelece a abrangência para as duas mamas. Os deputados aprovaram, ainda,
projeto que institui 2016 como o Ano do Empoderamento da Mulher na Política e
no Esporte. O texto segue à sanção presidencial.
Ainda no início desta semana, o presidente da comissão
especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff,
deputado Rogério Rosso (PSD-DF), decidiu não aceitar os documentos da delação
premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido/MS) como parte do processo
de impedimento da presidenta. Com isso, o parecer do relator da comissão,
deputado Jovair Arantes (PTB-GO), não poderá conter informações da delação. O
trabalho da comissão será restrito à denúncia original contra a presidenta
Dilma apresentada no ano passado, que trata das chamadas pedaladas fiscais.
Fonte:
Agência Brasil.



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